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A Lagoa da Conceição e nossa pousada


A vegetação nativa

Como já era minha quarta visita a Florianópolis,  e a idéia era, dessa vez fazer uma viagem mais romântica e mais slow; decidi ficar hospedada no canto da Lagoa da Conceição por ser um ponto mais próximo das praias. Foi legal, porém para quem vai a primeira vez para Floripa, talvez seja mais interessante ficar no centro. Na região da Lagoa tudo é mais longe, não há serviços tão próximos, as distâncias são maiores e trânsito pode ficar bem ruim. E ficar hospedado no centro da Lagoa é muito turístico, muito movimentado. O canto é mais charmoso, porém mais ermo. Eu nem mencionei nos outros post sobre Floripa, mas é impossível visitar a cidade sem um carro. As praias são todas muito afastadas e estar de carro faz toda a diferença.

Alugamos um carro na Vera Car, uma locadora local bem boa, perto do aeroporto. A reserva do carro foi feita sem complicações pela net, o preço era muito menor do que nas locadoras maiores para o mesmo período e eles já nos esperávamos no aeroporto com o carro, com plaquinha no desembarque e tudo. Recomendo o serviço.

Ficamos uma noite no hotel Porto da Ilha no centro (hotel corporativo, bom preço e excelente localização) e na volta da praia do Rosa, nos dirigimos para a nossa pousada, a Pousada das Palmeiras, no canto da Lagoa. A pousada tem prós e contras, mas eu não ficaria hospedada nela numa próxima vez. São chalés individuais localizados no meio da mata nativa (o que é um fator super positivo), porém não tem recepção o tempo todo (fecha às 16h) e o nosso quarto era mais escuro e bem menos charmoso do que as fotos do site (ficamos na suíte Lagoa). O café da manhã é bem delicioso, trazido numa cesta, deixada na porta do nosso quarto. O que mais nos incomodou, no entanto, foi a falta de segurança. Eu sei que sou paulistana, mas o portão ficava sempre aberto, dia e noite, e éramos os únicos hóspedes da pousada, sem recepção. Qualquer pessoa poderia entrar na pousada e nos surpreender a qualquer momento. Não sei como são os índices de criminalidade da região da lagoa, mas minimamente um portão eletrônico a pousada deveria ter. No final, achei que o custo foi maior do que o benefício.  A dica foi dada pelo Hugo neste post no VnV. Acho que eles gostaram mais da pousada do que nós. Acontece.

Café da manhã

A suíte Lagoa da Pousada das Palmeiras

A vista do meu quarto

Perto de lá, às margens da Lagoa, há pelo menos três restaurantes super recomedáveis: o Mar Massas, que fica no alto, com uma belíssima vista da Lagoa, o Villa Maggioni, também com uma linda vista para a Lagoa, um restaurante mais intimista, de comida mediterrânea e a famosa pizzaria Basílico, moderna e com pizzas e drinks muito bons. Pizza digna de São Paulo.

Drinks da pizzaria Basílico

O belo restaurante Villa Maggioni

E como última informação, os melhores meses para se visitar Floripa e todo o litoral de Santa Catarina são março e dezembro (até antes do Natal), quando é bastante calor, mas não há multidões.

Nos próximos posts, falarei das praias, que é o que mais interessa em Floripa.

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A praia do Rosa


Sabe aqueles lugares que você sempre quis ir, mas nunca conseguiu, por uma razão ou por outra? E eles vão crescendo no seu imaginário, até que você resolva parar tudo e ir. Eu ouço falar sobre a praia do Rosa desde a adolescência. Tinha chegado até bem perto, mas nunca tinha conseguido visitá-la.

Dessa vez, surgiu a oportunidade, e resolvemos emendar a praia do Rosa e um pouco do litoral sul de Santa Catarina à semana em Floripa. Nenhuma decisão poderia ter sido mais acertada.

A praia é muito alto astral, daqueles lugares escondidinhos no litoral brasileiro, de relativo difícil acesso, onde os surfistas, os malucos e os descolados se encontram para festejar a entrada do verão. A época era a ideal, dezembro, antes do Natal, calorão, mas ainda sem muvuca.

Ficamos na pousada Rêmora, no alto do morro. A pousada é deliciosa, confortável e com essa vista:

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Valeu super a pena acordar para ver esse por do sol. A Praia é longe, o que é uma desvantagem, mas de carro, chega-se em 5 minutos. A pé, a caminhada é boa morro abaixo, mas a volta, morro acima, nem quis arriscar.

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Vista da pousada

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Curtindo o visual depois de um dia cansativo de praia

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A Praia do Rosa, meio

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A noite, rola um super agito, mas vou falar sobre os restaurantes em outro post. É fundamental estar de carro também para se conhecer as outras praias da região que são (quase) tão lindas como o Rosa.

Fomos até a Lagoa de Ibiraquera, enorme, que tem um braço pro mar. Bonita, mas um pouco farofenta no domingo. É bem perto do Rosa, cerca de 20 minutos de carro, sem pegar a BR. Basta ir contornando a lagoa até chegar à barra.

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As margens da Lagoa, pré tempestade.

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A Lagoa de Ibiraquera

Outros dois passeios legais que fizémos foi Garopaba e Ferrugem. Garopaba fora de temporada parece um daqueles vilarejos de pescadores parados no tempo, mas fica muito cheia de janeiro ao Carnaval, segundo fui informada. Em Garopaba fica a famosa fábrica da Mormaii, que é a principal marca de surfe brasileira. A fábrica é enorme, na estrada e a maior loja fica na cidade. E dá emprego para muitos dos habitantes locais.

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Garopaba

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Mais Garopaba

E por fim, vale visitar a Ferrugem, uma das praias mais famosas para surfe no Brasil. É bonita, bem cuidada e alto astral. Aliás, as praias de Santa Catarina que visitamos, eram todas limpas e cuidadas pelas associações de moradores locais e surfistas. Grande lição para outros locais do nosso lindo litoral, que merecem ser melhor cuidados.

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Ferrugem

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Canto esquerdo, Ferrugem

SANTA CATARINA PARA DOIS


OK, vamos tirar as teias de aranha do blog. Eu venho me perguntando porque estava tão sem ânimo de voltar a escrever. As respostas sempre me pareciam óbvias: 2011 foi um ano sem muitas viagens, com bebê pequeno e reforma. Além disso, eu estava sem tempo, trabalhando muito, muito focada em retomar minha carreira depois da licença-maternidade. Todas essas são respostas boas, mas havia algo mais que eu não sabia explicar. Um certo  “bode” que me acometia assim que eu abria uma página em branco para escrever. E poucos dias atrás esse “bode” tomou forma: peguei uma implicância gratuita (ou nem tanto) pela expressão “blog de viagem”. Tirando o site VnV e alguns blogs de amigos queridos, com excelente conteúdo,  a maioria dos ditos “blogs de viagem” é raso, não informativo, mal escrito e com interesses comerciais pouco claros, para dizer o mínimo. Eu sei que é o sonho de todo mundo ganhar dinheiro com o que mais gosta de fazer, ou seja, viajar, mas infelizmente ganhar dinheiro com isso e fazer um bom trabalho é para muito poucos. E nunca foi o meu objetivo. Tenho minha profissão, não pretendo trabalhar na área de turismo e Big Trip pra mim, é uma diversão. Não queria vê-lo no mesmo saco de gatos da maioria dos blogs fracos que constituem a blogosfera de turismo atual. É isso.

Depois da sessão de terapia, vamos ao que interessa: Floripa! A idéia dessa viagem foi viajar a dois, sem crianças e ao mesmo tempo estar perto, caso precisassem da gente. Não é de todo fácil sair de casa e deixar duas crianças pequenas. As mães vão me entender muito bem. Mas é necessário. Esses períodos de convívio somente com o marido, deixando as obrigações de pais um pouco de lado, dormindo e acordando tarde e descansando bastante é saudável para qualquer relacionamento e eu sou uma grande defensora disso. Por isso, veio a idéia de Santa Catarina: linda, bela e santa. Que nos recebeu com sol e dias belíssimos. E que fica a apenas 1h de vôo.

Para quem curte praia, Florianópolis tem que ser visitada no verão. E talvez os dois melhores meses sejam dezembro, antes do Natal, e março. Menos chuvas e menos muvuca. Aliás, a semana antes do Natal é maravilhosa para se viajar pelo Brasil: vazia, barata e quente.

Montei o roteiro sem grandes planejamentos. Não precisa, é fácil, afinal estamos no Brasil, num estado desenvolvido e pronto para o turismo. Tive muita ajuda do @gusbelli, do excelente Viajar e Pensar. Ele é “manezinho da ilha” com muito orgulho, ama praia, além de ser gente finíssima.

Chegamos numa sexta a noite e já havia uma placa no aeroporto com o nosso nome do pessoal da Vera Car (dica do Hugo, nesse post do VnV). Em Floripa e litoral continental de SC é fundamental ter um carro para conhecer as praias. Na verdade, não se faz nada sem carro. Alugamos um Classic com ar condicionado por um preço bem bacana, com GPS e já saímos do aeroporto motorizados.

Dormimos no excelente Porto da Ilha, um hotel corporativo, mas muito bem localizado no centro de Florianópolis, também dica do @gusbelli. Eu acho legal ficar hospedado no centro comercial de Floripa, pois o que se perde em “charme”, se ganha em praticidade.

Dia seguinte, depois de um ótimo café da manhã, partimos para a famosa e sonhada Praia do Rosa, no município de Imbituba, litoral sul de Santa Catarina. Eu sempre tive essa praia na minha “wish list” e mesmo após esta sendo a minha quarta visita a Floripa, não tinha conseguido passar por lá antes. Sabe como é, quem já namorou um surfista alguma vez na vida, já ouviu falar da Praia do Rosa.

No caminho, paramos para pegar uma praia e almoçar na Guarda do Embaú. A praia continua linda, e o mais impressionante, preservadíssima. Estive lá em 2002, e acho que a Guarda não cresceu 1 metro. Não ganhou nenhum Resort e nem se “desenvolveu” no mal sentido. Continua intacta e limpa, com seu riozinho e suas dunas branquíssimas. É um super point de surfistas também, mas “não surfistas” são bem vindos, desde que não sujem a praia. Um exemplo para a maioria das praias do litoral do Brasil. Vale a visita.

Praia da Guarda do Embaú

Almoçamos no restaurante Big Bamboo um bom peixe, bem barato e seguimos viagem rumo à Praia do Rosa.

Peixe com camarão do Big Bamboo - Guarda do Embaú

Chegamos sem muita dificuldade e seguimos para a nossa pousada, a Pousada Rêmora (também indicada pelo @gusbelli). A pousada talvez tenha sido nossa maior surpresa da viagem. Linda, bem cuidada, com um quarto enorme e agradabilíssimo, um chef super simpático, o Cristiano, café da manhã delicioso e o melhor de tudo: o visual. Ela fica em cima do morro, o acesso não é tão fácil, mas essa vista compensa tudo.

Quarto da Pousada Rêmora

Vista da Pousada Remora

Piscina da Pousada Rêmora

Nos próximo post, falo mais sobre a Praia do Rosa e imediações. Stay tuned!