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Magic Kingdom para crianças pequenas


Pra mim, o Magic Kingdom é o parque que mais traduz a Disney. Iniciar a programação de Orlando por ele dá um impacto inicial legal e transporta pro mundo Disney, principalmente quando há crianças envolvidas na viagem.

Em setembro e outubro, o parque ganha um colorido a mais, por causa da decoração para a Not So Scary Halloween Party, uma festa noturna com fogos, comidas, brincadeiras e os vilões da Disney reunidos (é bem raro ver um vilão dentro do parque, fora dessas festas especiais). O Ingresso é a parte e só permanecem no parque os que vieram pra festa.

Decoração de Halloween

Setembro é um mês ótimo para visitar a Disney porque ainda é quente, o que permite frequentar piscinas e parques aquáticos, porém não é tão cheio, já que os americanos não estão mais de férias.

O MK talvez seja o parque mais interessante para crianças pequenas, que o aproveitam a valer. Nesse post, vou focar nas atrações mais interessantes para crianças até 5 anos, o que significa que nem todas as atrações do MK estarão listadas aqui.

Em Fantasyland, há diversas atrações bacanas que encantam os pequenos, como o simpático passeio de barquinho pelas nações do mundo do It’s a Small World (atenção: Fast Pass necessário),  o lindo filme 3D Mickey’s PhilharMagic, as xícaras voadoras do Magic Tea Party, o Carrossel do Prince Charming , o Voo do Peter Pan (pode ser pouco assustador por ser escuro) e é claro, o próprio Castelo da Cinderela, que é mais cenário do que atração propriamente dita. Ao lado do Castelo, fica a famosa Bibbidi Bobbidi Boutique, que transforma meninas em pequenas princesas,  com hora marcada e orçamento específico para isso (não é nada barato).

Mad Tea Party

A New Fantasyland  já estava parcialmente aberta , com várias atrações divertidas, algumas conhecidas como o The Barnstormer, uma espécie de “minha primeira montanha russa”, onde crianças com mais de 102cm podem curtir, acompanhadas dos pais (minha filha de 4 anos adorou) e o Dumbo The Flying Elefant, um clássico, sempre com fila. Entre as atrações novas, está o Casey Jr.Splash N Soak, uma área molhada onde as crianças se refrescam no calor, com água para todos os lados. Novas atrações bacanas virão por aí agora em dezembro e no início de 2013, mais um motivo para voltar a Orlando nas próximas férias.

Casey Jr.Splash N Soak

Em Fantasyland, próximo a Barnstormer, pode-se pegar o trem  (Walt Disney World Railroad) e ir para Frontierland, uma área que remete ao início da colonização americana, onde ficam as famosas Splash Montain  e a Big Thunder Montain Railroad. A altura mínima necessária para ingresso em ambas é 102cm, porém não são muito recomendáveis para crianças pequenas, no limite dessa altura. Minha filha mais velha quis ir e saiu bem assustada.

Frontierland

Em seguida, hora de rumar para a Adventureland para ver as fadinhas Disney no Thinker Bell’s Magical Nook e voar no The Magic Carpets of Aladdin (esses são adorados pelas crianças pequenas). Há, nessa área do parque, o Jungle Cruise e também o famoso Piratas do Caribe, que pode assustar os menorzinhos.

Tomorrowland não é uma área do parque focada em crianças pequenas, porém os meninos pode gostar do Buzz Lighyear’s Space Ranger Spin, a partir de uns 4 anos, eu diria.

Tomorrowland

Não percam a área nova, logo na entrada para Fantasyland, onde fica Merida, a Princesa Valente, ensinando meninos e meninas valentes a atirarem de arco e flecha (até 18h).

Fora os brinquedos,  há as paradas e o Wishes, show de fogos inacreditável, sobre os quais eu falarei no próximo post.

E pra terminar, as dicas são: coma muita pipoca e sorvete do Mickey, beba muita limonada, alugue ou leve o seu carrinho (15 dólares por dia), vá de ônibus se você está hospedado dentro da Disney e sempre, sempre, fique pro Wishes.

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Viagem à Disney: o planejamento


Eu realmente pensei: o que eu posso escrever sobre Orlando que ainda ninguém escreveu? Nada, obviamente. Será que vale a pena escrever? Sabe que sempre vale. Uma visão pessoal e honesta sobre uma viagem pode ser aproveitada por algumas (espero que muitas) outras pessoas.

Essa viagem era voltada para minha filha maior, de 4,5 anos, louca por princesas. Eu realmente fiquei em dúvida entre levar ou não minha filha menor de menos de 2 anos (na verdade, 1 ano e 10 meses, durante a viagem), mas optei por levar, sabendo das limitações de se viajar com uma criança tão pequena. Resolvemos encarar.

PLANEJAMENTO:

Essa viagem começou meio sem querer. Eu estava de olho no site da Disney, entrava de vez em quando esperando alguma promoção para ver ser seria possível viajar nas minhas férias, marcadas para setembro (tinha decidido que, se fosse, ficaria dentro do Walt Disney World Resort, para me facilitar a vida, com criança pequena) e não é que, em abril e setembro, há promoções para os hotéis da Disney,  já que são os meses que os americanos viajam menos?

Optamos por um Resort Value dentro da Disney, que com 20% de desconto, ficou bem acessível. Os Resorts da categoria Value incluem todos os All Stars (Movies, Music e Sports, mais antigos, próximos ao Animal Kingdom), o Pop Century e o recém inaugurado Art of Animation, ambos próximo ao ESPN Wide World of Sports Área. Ficamos no All Star Music, que se revelou bem interessante e super adequado ao tipo de férias que estávamos programando. Alegre, cheio de vida, colorido, antigo mais super confortável, repleto de crianças e com uma deliciosa piscina. Era entrar no lobby e sentir as boas vibrações. Afinal, você chegou na Disney World e ficar no complexo já o faz entrar no clima de fantasia desde o check-in.

O transporte para os Theme Parks (Animal Kigdom, Magic Kingdom, Epcot e Holywood Studios), assim como para os parques aquáticos (Thyphoon Lagoon e Blizzard Beach) e Downtown Disney, é feito por ônibus rápidos e com ar condicionado, a partir de cada um desses hotéis da categoria Value (alguns dos demais hotéis, mais luxuosos, também são servidos por barco ou monorail).

Se você pretende ficar apenas dentro da Disney, não há porque alugar carro, já que os ônibus te deixam muito perto da entrada dos parques e de carro, há que se estacionar longe. Andar de noite; após toda a diversão (e possivelmente com crianças adormecidas), até o carro, pode ser um perrengue evitável.

Porém, se há o interesse em sair do complexo Disney para visitar outros parques (como os da Universal e Sea World, por exemplo) ou fazer compras nos outlets de Orlando; um carro alugado é uma opção bem interessante de transporte. Para os hóspedes da Disney, não é cobrado estacionamento nem nos parques Disney nem nos hotéis. Basta mostrar sua carteirinha. E sem querer, descobri uma vantagem adicional em estar de carro próprio: fazer refeições (e conhecer) nos outros hotéis do complexo Disney. De ônibus, isso seria mais complicado, há horários muito mais limitados. E essas refeições podem ser com personagens. Farei posts específicos sobre o assunto na seqüência.

Para alugar carro na Flórida, a oferta é muito grande, e dá para encontrar muito boas ofertas nos sites das próprias locadoras e até mesmo no Hotwire e Priceline (só não faça o seguro oferecido pelo Hotwire que não cobre quase nada). Só há um detalhe importante: o motorista habilitado deve ser o dono do cartão de crédito a ser debitado o valor do aluguel. Isso é praxe pra quem é acostumado a alugar carro no exterior, mas não custa relembrar. Outro detalhe sobre a locação de carros: crianças com menos de cinco anos na Flórida, por lei, devem andar na cadeirinha. E não existe a possibilidade de sair do aeroporto e comprar uma cadeirinha barata num Walmart da vida. O pessoal da locadora não costuma permitir que você saia com o carro. Portanto, leve sua cadeirinha ou alugue (super caro) pela locadora. Pelo menos foi assim com a Hertz.

As passagens para Orlando são caras, mas vez por outra, aparecem promoções. O único vôo direito é pela TAM, mas as tarifas costumam ser proibitivas devido à alta procura. Mais uma vez, o universo conspirou para que fossemos para a Disney e eu encontrei passagens da American Airlines por 640 dólares (claro, em promoção), com conexão em Miami. Esse lance de conexão em vôo pros Estados Unidos é um pouco chato, já que você tem que desembarcar, passar pela Imigração (longas filas), retirar sua bagagem na esteira, a entregar para o pessoal da companhia aérea em solo (não é necessário fazer novo check-in, pois este é feito aqui no Brasil e você já recebe todos os cartões de embarque) e passar novamente pelos procedimentos de segurança para embarcar num vôo interno (no caso, Miami-Orlando). Uma conexão curta pode ser bem problemática. Há um só detalhe que pode te ajudar a não surtar: no vôo internacional, se há um bebê menor que dois anos, que viaja nos braços e não pagou pela passagem, este recebe um cartão de embarque. No vôo interno, não. Vem escrito em um dos cartões de embarque dos pais “plus infant”. Não faça como eu, enlouqueça achando que perdeu um dos cartões de embarque num tempo de conexão tão apertado.

Quanto à alimentação: fizemos o Dining Plan da Disney com Table Services (serviços de mesa, servidos) e achei que compensou muito para quem se hospeda na Disney. Vou escrever um post específico sobre isso também.

E a última dica é a do carrinho: são itens de primeira necessidade para crianças pequenas, mas não pense que você os encontrará tão facilmente nos Walmarts e Targets. Todo mundo tem a idéia de comprar um carrinho guarda-chuva ao chegar a Orlando e portanto, são itens que somem rapidamente das prateleiras dos grandes magazines. Andamos por quatro deles até encontrar (compramos dois bem descartáveis por 15 dólares cada um), mas perdemos um certo tempo precioso nessa busca. Minha dica é: compre pela Internet antes e mande entregar no hotel. E nem pense em alugar nos parques: sai 15 dólares por dia por carrinho.

No mais, leve poucas roupas leves para o período de setembro (lembre-se que você pode comprar roupas lá e há lavanderia barata dentro dos hotéis), filtro solar, bonés e o mais importante: divirta-se muito. Nenhuma outra viagem é tão feliz como essa!

Roteiro Básico (Bacanérrimo) de D.C.


Fiz esse roteiro de DC há algum tempo e não sei porque não postei no blog. Ele está super completo e a maioria das atrações não mudará nada em alguns anos. Acho que dá para aproveitar bastante a cidade:

Aeroporto: Dulles International Airport (Aeroporto Internacional Dulles), a 40 km do centro, Dulles é localizado no Condado de Loudon, Virgínia. O aeroporto é usado, principalmente, para vôos internacionais. Táxis, ônibus fretados e ônibus normais estão disponíveis para levá-lo de Dulles até seu destino.

PRINCIPAIS ATRAÇÕES TURÍSTICAS:

 

National Mall

O National Mall é a principal praça da América e concentra quase todos os “must see” (ou atrações turísicas obrigatórias da cidade)

Sugestão de passeio: Comecem no  Capitólio e vá andando até o Lincoln Memorial: você vai passar por todos os museus da Instituição Smithsonian (pode escolher um para visitar, abaixo seguem sugestões), pelo Washington Monument, e andar até o Memorial da II Guerra, e depois seguir o Espelho d’água até o Lincoln Memoral. Do lado direito do Lincoln Memorial há o Memorial da Guerra da Coréia e do lado esquerdo, o Memorial dos Veteranos da Guerra  do Vietnam (muito emocionante).

Memorial da Guerra da Coréia

Lincoln Memorial

Um pouco mais afastado, mas ainda pertencente ao Mall, as margens da Tidal Basin (pequena represa), há o Jefferson Memorial e ali ao lado o Museu do Holocausto (esse muito interessante também)

Pronto, agora só resta Casa Branca e acabaram-se os “must see” de Washington D.C.

Se ainda tiverem pique, caminhem até a Casa Branca, que só dá para ver de fora, de longe.

Segue anexo o mapa da National Mall.

Smithisonian Museums: Highlights

História Natural: para ver zilhões de dinossauros (legal, mas vá direto a eles) e o quarto diamante mais valioso do mundo, o diamante Hope; na seção das Gemas. Se gostar, estenda até a seção dos meteoritos e das pedras trazidas da lua, que são bem interessantes e também ficam na National Gem and Mineral Collection.

Localização do museu: na esquina da 10th Street and Constitution Ave.

Museu de História Natural

Freer e Sackler Galeries: Galerias menores com foco principal na arte asiática/oriental, com belíssimas peças, conectadas pelo subterrâneo.

The Sackler Gallery : 1050 Independence Avenue, SW.

The Freer Gallery of Art : Jefferson Drive at 12th Street, SW

National Galery: A rigor, não faz parte dos Museus Smithisonianos, mas a admissão também é gratuita. É composta por dois edifícios (leste e oeste), mas o acervo mais importante fica no prédio oeste. O outro é apenas um anexo, de suporte. As coleções principais são de arte americana e européia, e eu os aconselho a darem uma olhada no site para irem focados na obras/seção de interesse.

O ponto alto, no entanto é o Sculpture Garden:

Fica no National Mall, entre as 3rd and 7th Streets, na  Constitution Avenue NW. Aberta de segunda a sexta, das 10:00 as 17:00h e domingos das 11:00 as 18:00h.

ATRAÇÕES FORA DO NATIONAL MALL:

1) Adam’s Morgan: é bairro moderno e multi-racial, cheio de boutiques, clubes, bares e restaurantes, além de  vários murais coloridos durante pelas ruas . O coração do bairro fica no cruzamento da 18th Street e Columbia Road. Outros pontos de interesse incluem o Centro de Artes do Distrito de Columbia e uma feira ao ar livre que acontece aos sábados.

2) South West/ Waterfront: onde fica um lindo mercado de peixes (The Fish Whar) e vários restaurantes que servem  frutos do mar de frente para para Rio

3) UnionStation, uma linda estação de trem, nos moldes da Grand Terminal Station de NY, onde existem restaurantes e lojas bacanas.

4)  Dupont Circle: Esse é um parque muito agradável e a vizinhança é de mansões antigas hoje transformadas nas diversas embaixadas dos países. Nessa região há a maior concentração de Galerias de Arte Independentes da cidade, incluindo a famosíssima The Phillips Collection, uma coleção particular de obras importantes, focadas nos mestres impressionistas franceses (Degas, Cézanne, Gauguin, van Gogh, Bonnard, Matisse) e na arte moderna americana.

5) Georgetown: um bairro bem legal, próximo do centro de Washington, alegre e vivo, onde fica a tradicional University of Georgetown (que vale a visita) além de ser um polo bastante interessante para compras.  O local mais indicado para compras de rua é na Winconsin Ave entre as Ruas M e P (M,N,O,P,Q). Lá você também encontra o Shopping de GeorgeTown, o The Shops at Georgetown Park, na 3222 M Street, NW.

SUGESTÕE DE RESTAURANTES:

1) Ásia Nine em DC

2) Jaleo em Downtown D.C.

3) CheaseCake Factory: a comida é deliciosa e o chease cake de chocolate Godiva é de largar a família.

4) Caso queiram um restaurante mais elegante, podem seguir os passos do Obama e jantar no Equinox: 818 Connecticut Ave N.W

Para reservas: Open Table ou pelo tel: 202-331-8118

5) Ideal para happy hour: o wine bar Proof.  

775 G Street, NW Washington, DC (fica bem perto do Museu de História Americana)

6) Sequoia: elegante restaurante em Georgetown com vista para o Kennedy Center for Performance Arts, que é um centro cultural onde se pode assistir espetáculos, balés e óperas.

COMPRAS:

1) Georgetown e The Shops at Georgetown Park, conforme descrito acima

2) Macy’s Downtown que fica na estação metro Center, endereço: 1201 G.Street

3)Shopping The Fashion Center of Pentagon City

Um pouco distante do centro, mas  conectado pelo metro

Caso queiram fazer um tour guiado, seguem duas opções:

De dia, duração de 6h

De noite, duração de 3h

 

Blogagem Coletiva Parte II : Onde eu voltaria 1000 vezes


Semanas atrás, numa tweeting conversation entre a Cláudia, Natalie, Carina, Patricia, Carmem e  Marcie, surgiu a ideia de listar os lugares que cada uma considerava “viu-tá-visto”. Aí a conversa evoluiu e dedidiram fazer também uma segunda lista – com cidades ou países para onde voltariam sempre. Como a idéia parecia boa, uma comentou aqui, outra comentou ali… no fim,  a notícia se espalhou e conquistou dezenas de adeptos. Diante disso, decidiu-se fazer uma blogagem coletiva.

Existem duas categorias de cidades para as quais eu voltaria: as cidades das quais eu sai sentindo que ainda havia muito para ver, como Viena e Barcelona e Amsterdam, e as cidades para as quais eu voltaria porque fui feliz. E vou falar apenas das últimas, porque caso contrário o post se tornaria imenso.
Começo com Londres: é o meu lugar no mundo. Amo tudo em Londres, até o metrô cheio e quente. Amo a melancolia do inverno e a alegria do verão, amo o modo de vida dos ingleses, a modernidade convivendo tão bem com a tradição, a mistura tão pacífica e tranquila de quase 8 milhões de pessoas vindas de todo o mundo e vivendo organizadamente ao lado de britânicos que nunca sairam do Reino Unido.
Amo o culto à Rainha e à Monarquia, apesar de não compactuar com ele. Prefiro o culto à Monarquia ao culto às subcelebridades americanas.
Acho que a palavra que define Londres é inesgotável. E se um dia, por ventura, essa loucura urbana te cansar, basta dar um pulinho em Bath ali pertinho pra relaxar e parar no tempo.

South Bank

Além de Londres, tem as cidades que nunca se esgotam. E  acho que, pra todo mundo, essas cidades são NY e Paris, que também moram no meu coração. Eu, as vezes  no meio de um plantão, me pego com um Empire State of Mind, ou seja, uma inexplicável vontade de simplesmente estar em NY. Vontade essa totalmente fora de contexto, mas quase palpável.

 

Ponte do Brooklin

 
Paris é sempre Paris, e querendo ou não, a gente acaba gostando dela. É inevitável: conheço quem não goste de chocolate (quase um sacrilégio), mas não conheço quem não goste de Paris.
 

Jardim de Luxemburgo

Agora vem a lista mais particular: Pipa (que nem é uma cidade, é apenas uma praia do minicípio de Tibau do Sul), que frequento desde os 15 anos, quase todos os anos e está gravada em minha memória emocional.
Sempre que volto a Pipa, uma felicidade de reconhecimento toma conta de mim. Sei que os próximos dias serão felizes, mesmo que caia o mundo “lá fora”. Estava em Pipa no fadado 11 de setembro, vi tudo pela TV, mas nada daquilo me pareceu real lá em Pipa. Eu estava no paraíso, dei menos importância ao inferno. Shame on me.

Final de tarde

E fui muito feliz lá, amei, me diverti até não mais poder, vi todas as nuances das marés, vi todos os golfinhos que podia, fiz e revi amigos, vi minha filha dar seus primeiros passos na areia branca e sei que voltarei lá mais algumas vezes na vida para ser tomada pela mesma felicidade familiar a cada chegada no trevo da estradinha que vem de Tibau. 
 

Sofi

 Outras cidades que me são muito caras também são Praga (o por do sol refletido no topo dourado da Igreja Nossa Senhora diante de Tyn em Stare Mestro está gravado em minha memória para sempre) e Madrid, com seu charme e sua “movida”. Fui muito feliz nessas cidades, com meu marido, meu melhor companheiro da vida e de viagens sempre. 
 
E voltaria mil vezes a todas essas cidades se pudésse.

Madrid

 

Nsa. Sra. diante de Tyn

 
 
 

Umas com tanto, outras com nada – Parte I


Blogagem Coletiva:

Semanas atrás, numa tweeting conversation entre a Cláudia, Natalie, Carina, Patricia, Carmem e  Marcie, surgiu a ideia de listar os lugares que cada uma considerava “viu-tá-visto”. Aí a conversa evoluiu e dedidiram fazer também uma segunda lista – com cidades ou países para onde voltariam sempre. Como a idéia parecia boa, uma comentou aqui, outra comentou ali… no fim,  a notícia se espalhou e conquistou dezenas de adeptos. Diante disso, decidiu-se fazer uma blogagem coletiva.

 Nota da blogueira: Eu tinha entendido diferente e achei que essa semana seriam apenas as cidades que não gostaríamos de voltar. Então fiz o post dessa forma. Semana que vem eu posto Umas com tanto, outras com nada – Parte II e escrevo sobre as cidades que eu voltaria sempre e por que razão.

Eu pensei bem sobre qual cidade não visitaria mais na vida, a princípio.  Cidades que eu realmente não gostei foram apenas duas Nápoles,  por motivos mais que óbvios (tive o carro alugado roubado no verão passado) e Budapeste, que achei feia, cinza e sem graça. Mas eu sempre tenho como máxima revisitar cidades que não curti na primeira vez para tentar mudar a má impressão: eu não gostei de Roma na primeira e na segunda vez, mas na terceira amei. O clima, a companhia, a necessidade (ou não) de conhecer pontos turísticos, a lotação, o estado de espírito, algum problema pontual da viagem e outros fatores externos sempre contribuem para o nosso julgamento de uma cidade.  Se não se pode julgar nem restaurante por uma primeira visita, o que dirá uma cidade inteira, com todas as suas nuances.

Pra Nápoles não pretendo volta, mas para Budapeste sim, para conseguir formar uma opinião mais sólida.

Posto isso, as cidades para as quais eu não voltaria são aquelas que eu achei apenas OK.  Bonitinhas, engraçadinhas, inhas… E existe apenas uma cidade na minha memória recente que se encaixa nessa categoria:  Filadélfia.

Filadélfia é uma cidade bonita, limpa, fácil de se andar, segura e histórica (talvez um pouco histórica demais)  que tem alguns pontos turísticos obrigatórios como o Independence Hall (onde foi assinada a Declaração de Independência dos EUA) e o Liberty Bell Center, onde fica o próprio sino da Independência, tocado em 4 de julho após a leitura da Declaração). Todo o complexo Independence National Historical Park é bem organizado e fácil de visitar.

Independece Hall

Liberty Bell

Depois disso tudo, você pode comer o tradicional Philly cheesesteak (O Riq explica como e onde aqui) e no dia seguinte seguir para conhecer o Museu de Arte da Filadélfia, onde o Rock Balboa treinava (tem estátua dele e o lugar onde ele parava em cima das escadarias, para que você possa por os pés na mesma posição e tirar fotos imitando um pugilista, o que considero mico total).

Museu de Arte da Filadélfia

Rocky Balboa

Ao lado do Museu de Arte tem um lindo parque, um rio e boathouses lindinhas, e that’s it. Acabou a Filadélfia. Na verdade ainda há uma atração bacana não mencionada, o Museu Rodin, que super vale a visita.

Algumas fotinhas de Phylly:

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Blogs participantes da Blogagem Coletiva:

http://www.abrindoobico.com  

http://www.aprendizdeviajante.com  

http://www.big-trip.net

http://www.cadernotiahelo.blogspot.com

http://www.deunstempospraca.blogspot.com  

http://www.dicasroteirosviagens.com

http://www.dondeandoporai.com.br

http://www.drieverywhere.net

http://www.guardandomem.blogspot.com

http://www.inquietosblog.com.br

http://www.jrviajando.com

http://www.ladyrasta.com.br

http://www.luciamalla.com

http://www.majots.wordpress.com

http://www.miblogito.blogspot.com/

http://www.mauoscar.com

http://www.mikix.com

http://www.olhandomundo.wordpress.com

http://www.oqueeufiznasferias.com.br

http://www.pelo-mundo.com

http://www.psiulandia.blogspot.com

http:///www.rosmarinoeoutrostemperos.blogspot.com

http://www.sambalele.everyblue.com

http://www.senzatia.com  

http://www.sundaycooks.com

http://www.turomaquia.com  

http://www.viagempelomundo.com

http://www.viaggiando.com.br

http://www.viajarepensar.blogspot.com

Além desses. temos a ilustre presença de @sylviatravel e  @carlinhaz que não tem blog prórpio, mas vão se hospedar respectivamente na Majô e na Pat Camargo.

 

Hotéis em NY



Hotel On The Ave – Foto: divulgação

Claro que eu, ficando na ida e na volta em NY, resolvi ficar em dois hotéis diferentes, para testar.

 Na primeira passada em NY, ficamos no hotel On The Ave, que fica Upper West Side, na 77th W com a Broadway.

Considerando a localização, existem vantagens e desvantagens para ela:  fica longe do burburinho de Midtown e sempre é necessário pegar condução (ônibus, metrô ou táxi) para voltar ao hotel, a não ser que você

queira visitar o Museu de História Natural que fica na 79th com o Central Park.


Museu de História Natural

Mas por ser uma área menos turística, parece um bairro mais típico de NY, com predinhos pequenos com escadinhas na entrada, que poderiam ilustrar tranquilamente um episódio de Sex And The City. As farmácias e os cafés tem um preço mais em conta, existem mercadinhos locais bem bacanas, como um pertinho do hotel na Broadway com a 75th chamado Fairway, com produtos orgânicos e excelentes queijos, pães e iogurtes; bem adequados para um lanchinho no Central Park, que aliás, fica ali bem pertinho. O hotel em si é legal, mas obviamente menos “luxuoso” do que o site nos faz acreditar, mas alguns quartos são espaçosos, com bons banheiros e uma vista bem legal do Roof Top.


Upper West Side


Mercadinho Fairway

Da segunda vez, ficamos no no hotel The Empire, um clássico de NY, que passou por uma reforma para modernizá-lo e foi decorado de uma forma que eu considero meio cafona-moderno-kitsch.

O hotel é  bem localizado, perto do Licoln Center, na tranisção entre Midtown e Uptown. Tem muita coisa legal nas redondezas como uma Barnes & Noble enorme e uma Bed, Bath and Beyond, além de uma imensa farmácia Duane Reader e o PJ’Clarker, aquele dos hamburguers ao lado do hotel.

Fora a baladinha. O hotel tem um bar super hypado que toda noite rola uma agito e um roof top bar com piscina onde acontecem várias festas (a maioria delas fechadas). O clima é jovem e festivo.

Os quartos são pequenos, mas confortáveis, com amenities L’Occitane, cama gostosa, bom chuveiro e pouco espaço para as sacolas de compras. Mas recomendo. É um bom custo-benefício.


Hotel The Empire foto: divulgação


Baladinha no bar do Hotel Empire

obs: A hostess não curtiu muito eu tirando foto da galera e me pediu que guardasse a câmera.

Atualização: uma das cenas do Filme Sex & The City 2 foi filmado no bar desse hotel.

Come-se muito bem em NY


Falar isso é chover no molhado e olha que eu nem sou uma foodie e entendo bem pouco de gastrônomia, mas de lugares descolados com boa comida, disso eu posso dizer que entendo um pouquinho.
Tenho 4 sugestões para se comer bem e de forma muito agradável em NY.

 

A primeira sugestão é o Restaurante Aldea, um português moderninho e recém-inalgurado que vale a vista. Já falei sobre ele nesse post do Blog Boa Vida da jornalista Alexandra Forbes e repito aqui  uma parte do meu relato:

 

“Era uma noite quente em NY, e chegamos apressados as 9:10h mas nossa mesa ainda nos esperava (ainda bem). A fachada do restaurante não impressiona e quase passamos por ele.
O interior é pequeno, simpático e um pouco escuro, com pequenas e poucas mesas de madeira e um bar na entrada, num ambiente informal/descolado. A decoração é simples e confortável.
Começamos os “trabalhos” com pães maravilhosos (destaco um pão de 7 grãos inacreditável) e com um potinho do mais puro azeite português. Simples e delicioso.
Meu pai preferiu pedir um jamon serrano a uma entrada formal e eu optei pelo mackerel com soja crocante, leite de amêndoas e limão Meyer. O jamon estava muito bom e o mackerel era macio e delicioso.
Como pratos principais, meu pai optou pelo bacalhau com feijões, caldo de mariscos e cranberry e eu felizmente escolhi as vieiras com pepino, laranjas e risoto de farro. O bacalhau bom, apenas desalgado demais, mas as vieiras estavam divinas. Foram as melhores que já provei na vida.
A sobremesa, que dividimos, também foi memorável: chama-se “chocolate in textures” e é, literalmente, isso: diferentes texturas de chocolates de várias formas. Uma loucura!
Resumindo, o Aldea serve pratos muito diversos da culinária portuguesa tradicional, a qual apreciamos; mas as receitas me parecem fundamentadas em ingredientes tradicionais e são muito bem executadas. Foi realmente um jantar muito especial. Vale a visita!”

Fotos: Aldea interior, mackerel  e sobremesa texturas de chcolate

 

A segunda sugestão é o já e conhecido e badalado Balthazar no Soho. O restaurante é delicioso, agradabilíssimo, com serviço exemplar e com grande lotação, mas a dica é fazer um “late-lunch” às 3:00h da tarde OU fazer reserva com antecedência OU ainda fazer um brunch aos domingos como fazem os locais. Conseguimos uma mesa sem problemas neste horário, mas o menu da “tarde” é um pouco diferente do menu do almoço, com menos opções. Comi um spaghetti com camarões e alcachofras de largar a família, mas o Balthazar Bar Steak e o Steak Tartare estavam divinos, assim como o bar de ostras. E ao lado do restaurante fica a Balthazar Bakery que produz os maravilhosos pães servidos no restaurante e galletes alucinantes.

 

Balthazar: interior

 

Como terceira dica, sugiro experimentar a Hamburgueria PJ Clarke’s. Existem quatro endereços em NY. Nós comemos na que fica próxima ao Lincoln Center. Nunca fui na filial aqui de SP, mas posso dizer que lá comi o melhor hambúrguer da minha vida, com cogumelos. E o de caranguejo do marido era dos deuses, assim como a batata-frita servida num copinho prateado. Ambiente bacana, agradável, serviço gentil e muita gente descolada nas mesinhas (quase) na calçada, curtindo o verão nova-iorquino. Delícia!

PJ Clarke’s: interior

 

E por fim, fui jantar maravilhosamente bem no Upper East Side com a minha amiga Marcie na minha última noite para fechar com chave de ouro a viagem. A Marcie sugeriu um restaurante italiano, do qual já é habitué, chamado Brio. E dessa vez, a gente foi jantar no horário dos nova-iorquinos, as 19:30h da noite. É claro que estava lotado, mas a Marcie solicitou uma mesa em italiano ao dono do restô e foi prontamente atendida. Chiquérrima minha amiga, não acham? Comemos massas maravilhosas e terminei minha última refeição em NY com um tiramissu tão maravilhoso que vai ficar na minha memória gustativa para sempre. Foi um jantar delicioso com um papo melhor ainda e eu super agradeço minha anfitriã pela agradabilíssima noite. Infelizmente não tiramos uma fotinho sequer!

Brio
Foto: site usmenus

 

E só como informação: como os nova-iorquinos jantam cedo e lotam os restaurantes das 19:00h às 20:30h. Como nós raramente jantamos antes das 21 horas aqui em Sampa, chegávamos aos restaurante nesse horário e não tínhamos problemas em conseguir mesas.  Mas para quem não quer deixar de experimentar um restaurante específico na cidade, eu recomendo fortemente que faça reserva. Recomendo inclusive o site www.opentable.com que funciona super bem para isso e te manda por e-mail atualizações de suas reservas antes do jantar e depois dele, perguntando sua opinião sobre o restaurante. Super eficiente. Quem precisa de concierge hoje em dia?

 

 

Mini ConVnVenção Aquática


A Marcie já falou sobre o nosso encontro no abrindoobico mas eu tinha que comentar aqui no blog também, e mostrar meu upgrade fotográfico.

Fiquei em dúvida sobre fazer ou não um cruzeiro ao redor de Manhattan, mas a Marcie me convenceu de que valia a pena fazê-lo ao entardecer. No Circle Line não havia esse passeio. Mas é claro que a Marcie encontrou: escolhemos esse Sunset Cruise aqui, da Cia. Water Taxi.

O passeio custa 25 dólares por pessoa, dá para comprar pela internet com antecedência e é marcado para a hora do por-do-sol . Sai do Pier 17, que aliás, um lugar bem turístico, mas super bacana e divertido. No verão, o nosso passeio saiu as 19:30h, aproximadamente.

Marcamos de encontrar a Marcie e o Ciro no próprio Pier 17 para partirmos pro além-mar. Bem, não exatamente além-mar, mas para os rios Hudson e East.

O passeio dura cerca de 1 hora e meia e não faz a circunvolução na ilha, mas a luz do entardecer nos proporcionou o skyline mais lindo de NY. Foi incrível!

Eu super recomendo esse cruzeiro para quem vai a NY no verão. Acredito que no inverno não seja tão agradável assim por causa do frio.

E como vocês, as imagens da nossa aventura aquática. Enjoy!

















Fotos: Paula Bicudo

Strawberry Fields Forever…


Eu tenho um pai “beattlemaníaco” e ficarmos hospedados bem próximo ao Central Park (esperem posts sobre os hotéis) no Upper West Side no proporcionou algumas visitas não programadas a ele, que é a menina dos olhos da cidade no verão.

Nem preciso falar que o Parque fica todo verdinho, com um astral incrível. E por pura coincidência, é ali mesmo no lado Oeste do Parque (mais ou menos na altura da 72nd w) que fica o Strawberry Fields, um pedacinho do parque dedicado a memória do John Lennon. Ele morreu assassinado em 1980 ali perto, na porta do Edifício Dakota, onde morava (que fica na 72nd mesmo), por um maluco que se dizia fã. Pode parecer brega, mas visitar esse lugar com o meu pai,  foi muito bacana pois nasci e cresci ouvindo Beattles e tudo que se refere a história deles. É claro que esse é um lugar super mega ultra turístico e havia ali milhares de pessoas que terão as mesmas fotos que eu, porém foi o meu primeiro passeio em NY, na manhã seguinte a minha chegada e esse local sempre terá um significado especial na minha vida. Como vocês, o Central Park (ou parte dele):


Passeio em Midtown


Claro que ficar falando dos “must-see” (ou lerês) de NY é chover no molhado, mas tem duas atrações em Midtown que eu adorei e não acho que sejam tão visitadas assim.

A primeira foi a Grand Central Station, que fica na 42nd com a Park Ave. A estação é linda, a construção, do começo do século 19, foi cenário de muitos filmes e tem várias lojas e restaurantes legais, incluindo o Michael Jordan’s The Steak House N.Y.C entre outros. Mas o mais legal fica em baixo, no piso inferior, o Grand Central Market, um mercado gourmet com produtos orgânicos, queijos, peixes, pães e chocolates completamente alucinantes. Se você é do tipo que curte um piquenique no parque vai ficar maluco por ali. Vale acrescentar que o Bryant Park fica ali pertinho.


Grand Central Market

Bem próximo dali, fica a New York Public Library, na 5Th  com a 42nd, que é realmente linda e também foi cenário de vários filmes incluindo o Homem Aranha, O Dia Depois de Amanhã, o Mágico de Oz e vários outros (aliás, NY inteira é um grande cenário de filmes). A biblioteca tem uma sessão de livros raros, entre eles uma cápia incompleta do primeiro livro impresso, a Bíblia de Gutenberg. E, além de conhecer mais uma das atrações imperdíveis de NY, você ainda consegue dar um tempo na agitação da 5ª Avenida e entrar num local sereno de paz e tranquilidade, com aquele cheiro de livro e madeira tão agradável aos que os apreciam. E a ainda tem o plus de ter free wi-fi, um dos únicos locais de Manhattan onde eu o encontrei.

Public Library

Public Library