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Viagem à Disney: o planejamento


Eu realmente pensei: o que eu posso escrever sobre Orlando que ainda ninguém escreveu? Nada, obviamente. Será que vale a pena escrever? Sabe que sempre vale. Uma visão pessoal e honesta sobre uma viagem pode ser aproveitada por algumas (espero que muitas) outras pessoas.

Essa viagem era voltada para minha filha maior, de 4,5 anos, louca por princesas. Eu realmente fiquei em dúvida entre levar ou não minha filha menor de menos de 2 anos (na verdade, 1 ano e 10 meses, durante a viagem), mas optei por levar, sabendo das limitações de se viajar com uma criança tão pequena. Resolvemos encarar.

PLANEJAMENTO:

Essa viagem começou meio sem querer. Eu estava de olho no site da Disney, entrava de vez em quando esperando alguma promoção para ver ser seria possível viajar nas minhas férias, marcadas para setembro (tinha decidido que, se fosse, ficaria dentro do Walt Disney World Resort, para me facilitar a vida, com criança pequena) e não é que, em abril e setembro, há promoções para os hotéis da Disney,  já que são os meses que os americanos viajam menos?

Optamos por um Resort Value dentro da Disney, que com 20% de desconto, ficou bem acessível. Os Resorts da categoria Value incluem todos os All Stars (Movies, Music e Sports, mais antigos, próximos ao Animal Kingdom), o Pop Century e o recém inaugurado Art of Animation, ambos próximo ao ESPN Wide World of Sports Área. Ficamos no All Star Music, que se revelou bem interessante e super adequado ao tipo de férias que estávamos programando. Alegre, cheio de vida, colorido, antigo mais super confortável, repleto de crianças e com uma deliciosa piscina. Era entrar no lobby e sentir as boas vibrações. Afinal, você chegou na Disney World e ficar no complexo já o faz entrar no clima de fantasia desde o check-in.

O transporte para os Theme Parks (Animal Kigdom, Magic Kingdom, Epcot e Holywood Studios), assim como para os parques aquáticos (Thyphoon Lagoon e Blizzard Beach) e Downtown Disney, é feito por ônibus rápidos e com ar condicionado, a partir de cada um desses hotéis da categoria Value (alguns dos demais hotéis, mais luxuosos, também são servidos por barco ou monorail).

Se você pretende ficar apenas dentro da Disney, não há porque alugar carro, já que os ônibus te deixam muito perto da entrada dos parques e de carro, há que se estacionar longe. Andar de noite; após toda a diversão (e possivelmente com crianças adormecidas), até o carro, pode ser um perrengue evitável.

Porém, se há o interesse em sair do complexo Disney para visitar outros parques (como os da Universal e Sea World, por exemplo) ou fazer compras nos outlets de Orlando; um carro alugado é uma opção bem interessante de transporte. Para os hóspedes da Disney, não é cobrado estacionamento nem nos parques Disney nem nos hotéis. Basta mostrar sua carteirinha. E sem querer, descobri uma vantagem adicional em estar de carro próprio: fazer refeições (e conhecer) nos outros hotéis do complexo Disney. De ônibus, isso seria mais complicado, há horários muito mais limitados. E essas refeições podem ser com personagens. Farei posts específicos sobre o assunto na seqüência.

Para alugar carro na Flórida, a oferta é muito grande, e dá para encontrar muito boas ofertas nos sites das próprias locadoras e até mesmo no Hotwire e Priceline (só não faça o seguro oferecido pelo Hotwire que não cobre quase nada). Só há um detalhe importante: o motorista habilitado deve ser o dono do cartão de crédito a ser debitado o valor do aluguel. Isso é praxe pra quem é acostumado a alugar carro no exterior, mas não custa relembrar. Outro detalhe sobre a locação de carros: crianças com menos de cinco anos na Flórida, por lei, devem andar na cadeirinha. E não existe a possibilidade de sair do aeroporto e comprar uma cadeirinha barata num Walmart da vida. O pessoal da locadora não costuma permitir que você saia com o carro. Portanto, leve sua cadeirinha ou alugue (super caro) pela locadora. Pelo menos foi assim com a Hertz.

As passagens para Orlando são caras, mas vez por outra, aparecem promoções. O único vôo direito é pela TAM, mas as tarifas costumam ser proibitivas devido à alta procura. Mais uma vez, o universo conspirou para que fossemos para a Disney e eu encontrei passagens da American Airlines por 640 dólares (claro, em promoção), com conexão em Miami. Esse lance de conexão em vôo pros Estados Unidos é um pouco chato, já que você tem que desembarcar, passar pela Imigração (longas filas), retirar sua bagagem na esteira, a entregar para o pessoal da companhia aérea em solo (não é necessário fazer novo check-in, pois este é feito aqui no Brasil e você já recebe todos os cartões de embarque) e passar novamente pelos procedimentos de segurança para embarcar num vôo interno (no caso, Miami-Orlando). Uma conexão curta pode ser bem problemática. Há um só detalhe que pode te ajudar a não surtar: no vôo internacional, se há um bebê menor que dois anos, que viaja nos braços e não pagou pela passagem, este recebe um cartão de embarque. No vôo interno, não. Vem escrito em um dos cartões de embarque dos pais “plus infant”. Não faça como eu, enlouqueça achando que perdeu um dos cartões de embarque num tempo de conexão tão apertado.

Quanto à alimentação: fizemos o Dining Plan da Disney com Table Services (serviços de mesa, servidos) e achei que compensou muito para quem se hospeda na Disney. Vou escrever um post específico sobre isso também.

E a última dica é a do carrinho: são itens de primeira necessidade para crianças pequenas, mas não pense que você os encontrará tão facilmente nos Walmarts e Targets. Todo mundo tem a idéia de comprar um carrinho guarda-chuva ao chegar a Orlando e portanto, são itens que somem rapidamente das prateleiras dos grandes magazines. Andamos por quatro deles até encontrar (compramos dois bem descartáveis por 15 dólares cada um), mas perdemos um certo tempo precioso nessa busca. Minha dica é: compre pela Internet antes e mande entregar no hotel. E nem pense em alugar nos parques: sai 15 dólares por dia por carrinho.

No mais, leve poucas roupas leves para o período de setembro (lembre-se que você pode comprar roupas lá e há lavanderia barata dentro dos hotéis), filtro solar, bonés e o mais importante: divirta-se muito. Nenhuma outra viagem é tão feliz como essa!