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Magic Kingdom para crianças pequenas


Pra mim, o Magic Kingdom é o parque que mais traduz a Disney. Iniciar a programação de Orlando por ele dá um impacto inicial legal e transporta pro mundo Disney, principalmente quando há crianças envolvidas na viagem.

Em setembro e outubro, o parque ganha um colorido a mais, por causa da decoração para a Not So Scary Halloween Party, uma festa noturna com fogos, comidas, brincadeiras e os vilões da Disney reunidos (é bem raro ver um vilão dentro do parque, fora dessas festas especiais). O Ingresso é a parte e só permanecem no parque os que vieram pra festa.

Decoração de Halloween

Setembro é um mês ótimo para visitar a Disney porque ainda é quente, o que permite frequentar piscinas e parques aquáticos, porém não é tão cheio, já que os americanos não estão mais de férias.

O MK talvez seja o parque mais interessante para crianças pequenas, que o aproveitam a valer. Nesse post, vou focar nas atrações mais interessantes para crianças até 5 anos, o que significa que nem todas as atrações do MK estarão listadas aqui.

Em Fantasyland, há diversas atrações bacanas que encantam os pequenos, como o simpático passeio de barquinho pelas nações do mundo do It’s a Small World (atenção: Fast Pass necessário),  o lindo filme 3D Mickey’s PhilharMagic, as xícaras voadoras do Magic Tea Party, o Carrossel do Prince Charming , o Voo do Peter Pan (pode ser pouco assustador por ser escuro) e é claro, o próprio Castelo da Cinderela, que é mais cenário do que atração propriamente dita. Ao lado do Castelo, fica a famosa Bibbidi Bobbidi Boutique, que transforma meninas em pequenas princesas,  com hora marcada e orçamento específico para isso (não é nada barato).

Mad Tea Party

A New Fantasyland  já estava parcialmente aberta , com várias atrações divertidas, algumas conhecidas como o The Barnstormer, uma espécie de “minha primeira montanha russa”, onde crianças com mais de 102cm podem curtir, acompanhadas dos pais (minha filha de 4 anos adorou) e o Dumbo The Flying Elefant, um clássico, sempre com fila. Entre as atrações novas, está o Casey Jr.Splash N Soak, uma área molhada onde as crianças se refrescam no calor, com água para todos os lados. Novas atrações bacanas virão por aí agora em dezembro e no início de 2013, mais um motivo para voltar a Orlando nas próximas férias.

Casey Jr.Splash N Soak

Em Fantasyland, próximo a Barnstormer, pode-se pegar o trem  (Walt Disney World Railroad) e ir para Frontierland, uma área que remete ao início da colonização americana, onde ficam as famosas Splash Montain  e a Big Thunder Montain Railroad. A altura mínima necessária para ingresso em ambas é 102cm, porém não são muito recomendáveis para crianças pequenas, no limite dessa altura. Minha filha mais velha quis ir e saiu bem assustada.

Frontierland

Em seguida, hora de rumar para a Adventureland para ver as fadinhas Disney no Thinker Bell’s Magical Nook e voar no The Magic Carpets of Aladdin (esses são adorados pelas crianças pequenas). Há, nessa área do parque, o Jungle Cruise e também o famoso Piratas do Caribe, que pode assustar os menorzinhos.

Tomorrowland não é uma área do parque focada em crianças pequenas, porém os meninos pode gostar do Buzz Lighyear’s Space Ranger Spin, a partir de uns 4 anos, eu diria.

Tomorrowland

Não percam a área nova, logo na entrada para Fantasyland, onde fica Merida, a Princesa Valente, ensinando meninos e meninas valentes a atirarem de arco e flecha (até 18h).

Fora os brinquedos,  há as paradas e o Wishes, show de fogos inacreditável, sobre os quais eu falarei no próximo post.

E pra terminar, as dicas são: coma muita pipoca e sorvete do Mickey, beba muita limonada, alugue ou leve o seu carrinho (15 dólares por dia), vá de ônibus se você está hospedado dentro da Disney e sempre, sempre, fique pro Wishes.

Viagem à Disney: o planejamento


Eu realmente pensei: o que eu posso escrever sobre Orlando que ainda ninguém escreveu? Nada, obviamente. Será que vale a pena escrever? Sabe que sempre vale. Uma visão pessoal e honesta sobre uma viagem pode ser aproveitada por algumas (espero que muitas) outras pessoas.

Essa viagem era voltada para minha filha maior, de 4,5 anos, louca por princesas. Eu realmente fiquei em dúvida entre levar ou não minha filha menor de menos de 2 anos (na verdade, 1 ano e 10 meses, durante a viagem), mas optei por levar, sabendo das limitações de se viajar com uma criança tão pequena. Resolvemos encarar.

PLANEJAMENTO:

Essa viagem começou meio sem querer. Eu estava de olho no site da Disney, entrava de vez em quando esperando alguma promoção para ver ser seria possível viajar nas minhas férias, marcadas para setembro (tinha decidido que, se fosse, ficaria dentro do Walt Disney World Resort, para me facilitar a vida, com criança pequena) e não é que, em abril e setembro, há promoções para os hotéis da Disney,  já que são os meses que os americanos viajam menos?

Optamos por um Resort Value dentro da Disney, que com 20% de desconto, ficou bem acessível. Os Resorts da categoria Value incluem todos os All Stars (Movies, Music e Sports, mais antigos, próximos ao Animal Kingdom), o Pop Century e o recém inaugurado Art of Animation, ambos próximo ao ESPN Wide World of Sports Área. Ficamos no All Star Music, que se revelou bem interessante e super adequado ao tipo de férias que estávamos programando. Alegre, cheio de vida, colorido, antigo mais super confortável, repleto de crianças e com uma deliciosa piscina. Era entrar no lobby e sentir as boas vibrações. Afinal, você chegou na Disney World e ficar no complexo já o faz entrar no clima de fantasia desde o check-in.

O transporte para os Theme Parks (Animal Kigdom, Magic Kingdom, Epcot e Holywood Studios), assim como para os parques aquáticos (Thyphoon Lagoon e Blizzard Beach) e Downtown Disney, é feito por ônibus rápidos e com ar condicionado, a partir de cada um desses hotéis da categoria Value (alguns dos demais hotéis, mais luxuosos, também são servidos por barco ou monorail).

Se você pretende ficar apenas dentro da Disney, não há porque alugar carro, já que os ônibus te deixam muito perto da entrada dos parques e de carro, há que se estacionar longe. Andar de noite; após toda a diversão (e possivelmente com crianças adormecidas), até o carro, pode ser um perrengue evitável.

Porém, se há o interesse em sair do complexo Disney para visitar outros parques (como os da Universal e Sea World, por exemplo) ou fazer compras nos outlets de Orlando; um carro alugado é uma opção bem interessante de transporte. Para os hóspedes da Disney, não é cobrado estacionamento nem nos parques Disney nem nos hotéis. Basta mostrar sua carteirinha. E sem querer, descobri uma vantagem adicional em estar de carro próprio: fazer refeições (e conhecer) nos outros hotéis do complexo Disney. De ônibus, isso seria mais complicado, há horários muito mais limitados. E essas refeições podem ser com personagens. Farei posts específicos sobre o assunto na seqüência.

Para alugar carro na Flórida, a oferta é muito grande, e dá para encontrar muito boas ofertas nos sites das próprias locadoras e até mesmo no Hotwire e Priceline (só não faça o seguro oferecido pelo Hotwire que não cobre quase nada). Só há um detalhe importante: o motorista habilitado deve ser o dono do cartão de crédito a ser debitado o valor do aluguel. Isso é praxe pra quem é acostumado a alugar carro no exterior, mas não custa relembrar. Outro detalhe sobre a locação de carros: crianças com menos de cinco anos na Flórida, por lei, devem andar na cadeirinha. E não existe a possibilidade de sair do aeroporto e comprar uma cadeirinha barata num Walmart da vida. O pessoal da locadora não costuma permitir que você saia com o carro. Portanto, leve sua cadeirinha ou alugue (super caro) pela locadora. Pelo menos foi assim com a Hertz.

As passagens para Orlando são caras, mas vez por outra, aparecem promoções. O único vôo direito é pela TAM, mas as tarifas costumam ser proibitivas devido à alta procura. Mais uma vez, o universo conspirou para que fossemos para a Disney e eu encontrei passagens da American Airlines por 640 dólares (claro, em promoção), com conexão em Miami. Esse lance de conexão em vôo pros Estados Unidos é um pouco chato, já que você tem que desembarcar, passar pela Imigração (longas filas), retirar sua bagagem na esteira, a entregar para o pessoal da companhia aérea em solo (não é necessário fazer novo check-in, pois este é feito aqui no Brasil e você já recebe todos os cartões de embarque) e passar novamente pelos procedimentos de segurança para embarcar num vôo interno (no caso, Miami-Orlando). Uma conexão curta pode ser bem problemática. Há um só detalhe que pode te ajudar a não surtar: no vôo internacional, se há um bebê menor que dois anos, que viaja nos braços e não pagou pela passagem, este recebe um cartão de embarque. No vôo interno, não. Vem escrito em um dos cartões de embarque dos pais “plus infant”. Não faça como eu, enlouqueça achando que perdeu um dos cartões de embarque num tempo de conexão tão apertado.

Quanto à alimentação: fizemos o Dining Plan da Disney com Table Services (serviços de mesa, servidos) e achei que compensou muito para quem se hospeda na Disney. Vou escrever um post específico sobre isso também.

E a última dica é a do carrinho: são itens de primeira necessidade para crianças pequenas, mas não pense que você os encontrará tão facilmente nos Walmarts e Targets. Todo mundo tem a idéia de comprar um carrinho guarda-chuva ao chegar a Orlando e portanto, são itens que somem rapidamente das prateleiras dos grandes magazines. Andamos por quatro deles até encontrar (compramos dois bem descartáveis por 15 dólares cada um), mas perdemos um certo tempo precioso nessa busca. Minha dica é: compre pela Internet antes e mande entregar no hotel. E nem pense em alugar nos parques: sai 15 dólares por dia por carrinho.

No mais, leve poucas roupas leves para o período de setembro (lembre-se que você pode comprar roupas lá e há lavanderia barata dentro dos hotéis), filtro solar, bonés e o mais importante: divirta-se muito. Nenhuma outra viagem é tão feliz como essa!

Renovação do Visto Americano na Prática


Eu sabia que havia novas regras para renovação do Visto Americano a partir desse ano. Regras estas que ficariam mais claras com o lançamento do novo site do programa de vistos no Brasil.

Achei interessante mostrar o passo-a-passo aqui:

A primeira etapa é tirar a foto. Ela precisa ser em fundo branco, com feições sérias, orelhas e olhos bem visíveis. Tiramos as nossas no Shopping Eldorado, num fotógrafo especializado, no segundo subsolo, ao lado do posto da Polícia Federal.

Para crianças, a foto precisa ser impressa (1 cópia) e digital. Para adultos, apenas a digital é necessária.

A segunda etapa é preencher online o formulário DS-160. Ele está disponível neste link. Você testa se sua foto digital pode ser usada, baixando-a do seu computador e em seguida começa o preenchimento. Caso não domine bem a língua inglesa, peça ajuda para alguém pois o preenchimento é longo, mais longo ainda para adultos, e pode ser diferente para cada pessoa. Preenchi os 4 formulários, meu, do meu marido e das minhas duas filhas. O do meu marido teve o maior número de perguntas.

Após o preenchimento, você recebe Apllication ID, guarde esse número. E tem a opção de imprimir e/ou mandar por email. Fiz das duas formas, guardei em PDF e mandei por email.

Pronto, a parte mais complexa e demorada já passou.

Agora, deve entrar no site do visto americano e fazer um cadastro. Serão necessários alguns dados:

Após essa tela preenchida, você pode adicionar membros à família, desde que sejam com o mesmo sobrenome exato. Não tem essa informação no site, mas não consegui adicionar o meu marido pois apesar de termos o mesmo último sobrenome, os demais são diferentes. Tive que abrir um novo login pra ele. Consegui acrescentar à minha família apenas minhas duas filhas.

Depois de preenchida toda a família, o site pergunta se você quer pagar a taxa. Dá para pagar online mesmo com um cartão de crédito. São 160 dólares para cada visto solicitado, agora sem taxa de agendamento. Não é mais necessário ir a uma agência Citi Bank.

Após o pagamento da taxa, você recebe um código de barras. Vale imprimir e também mandar para vocês mesmo por e-mail. Esse código de barras é o seu recibo de pagamento.

Feito o pagamento, é hora de agendar a entrevista. O site te abre um leque de opções:

Visto novo, requisito de idade (maiores de 60 anos e menores de 15 anos, que são isentos de entrevista) e renovação. Só pode entrar em Renovação quem teve o visto emitido após 2004.

Como nosso visto anterior havia sido emitido em 05/2007, portanto, entre 2004 e 2008; escolhemos essa opção.

Agenda-se a primeira entrevista em um dos dois CASV, Pinheiros ou Vila Mariana.

Escolhemos Pinheiros, por ser mais perto de casa.

Ao agendar a entrevista, você escolhe se quer que os passaportes sejam enviados pelo correio (precisa preencher os dados de endereço e CPF/RG) ou serem retirados nos postos DHL. Tem várias opções de endereço aqui.

Lembre-se, você pode agendar para toda a família no mesmo horário.

Para agendar a “entrevista” das crianças menores que 15, que na verdade não irão ao CASV, basta entrar em “Requisito de Idade” na tela anterior, ainda que seja renovação e continuar com o mesmo procedimento.

Agendamos para as 7:00h de uma quinta-feira. Fomos apenas eu e meu marido ao CASV Pinheiros. Não é preciso levar as crianças, apenas a uma foto 5 x 7 de cada uma delas.

Chegamos cerca de 6:45h e já havia uma longa fila na porta. Pensei que ficaria lá por horas. Nada disso: 7h pontualmente, o agente consular pediu para que só permanecessem na fila as pessoas com entrevista marcada para as 7:00h, primeiro horário. Metade da fila se dissipou.

Entramos, sem transtornos, ficamos em uma pequena fila para conferência do horário, uma outra pequena fila para conferência dos documentos, até sermos chamados para o guichê de coleta de foto e digitais.

Em cerca de 30 minutos, o processo todo estava terminado e fomos informados que receberíamos um e-mail do consulado sobre a situação dos nossos vistos.

7:35h estávamos voltando para a casa, até meio espantados com a rapidez e eficiência dos trâmites.

Seis dias depois, recebi mesmo os e-mais do Consulado Americano informando que nossos passaportes com os vistos já haviam sido postados. Em 2 dias, chegaram em nossa casa.

Envelope da DHL

Foi muito tranquila a renovação com as novas regras. Só não entendi ainda quem deve repetir a entrevista e quem está liberado.

Documentação necessária para o procedimento no CASV:

  1. Formulário DS-160 devidamente preenchido e impresso
  2. Recibo de pagamento com código de barras
  3. Comprovante de agendamento da entrevista com código de barras
  4. Passaporte atual
  5. Passaporte antigo com visto anterior, se for o caso
  6. Foto 5 x 7 com fundo branco (se for criança)

Boa sorte!

Como sobreviver a um vôo com duas crianças (sozinha).


Tive que voar sozinha pela primeira vez com minhas filhas. Sempre evitei esse momento, achando que seria caótico. E foi mesmo, porém aprendi algumas boas lições que achei por bem compartilhar. Quando eu escrevo um tópico com esse título (ou semelhante), não significa que estou dando dicas de especialista em comportamento infantil ou escrevendo um tutorial. Quero que fique bem claro que tudo que é escrito por mim aqui nesse blog é a minha experiência pessoal apenas, como na maioria dos blogs de turismo. Nada aqui é verdade absoluta e serve para todo mundo.

 

Era um vôo doméstico, de Natal para São Paulo com 3:30h de duração, que saía de Natal as 15:30h e chegava em São Paulo às 19:00h. Parece simples, não? Mas garanto que não é, com uma criança de 1 ano e 8 meses e outra de 4 anos e meio. Minhas recomendações:

 

1)      Sua bolsa de mão é sua salvação. Ela deve conter fraldas limpas, um trocador pequeno de plástico, pomada de troca de fraldas, mudas de roupas limpas (não esqueça calcinhas/cuecas limpas para os desfraldados), casacos (se está indo do calor por frio) e lanchinhos. Recomendo frutas que não fazem muita sujeira, como maçãs e uvas acondicionadas em potes e que não necessitam de facas; pequenos sanduíches e algum pacote de biscoito/salgadinho. Mesmo que você seja como eu, contra biscoitos e salgadinhos, dar um biscoito de cada vez para a criança pode ser a garantia de um tempo maior sem choros. Também leve água (compre no embarque, pois não se pode embarcar com garrafas de água) e suco. O leite, recomendo que seja levado em pó, dentro de compartimentos próprios para o preparo de mamadeiras ou dentro da própria mamadeira, já na quantidade certa, sem água. Não se esqueça também de itens de diversão, como cadernos, lápis, livros e até um DVD portátil, se tiver. E por fim, uma dica importante: sua bolsa de mão não deve ser grande a ponto de não caber no chão, embaixo do acento da poltrona da frente. Isso porque você precisa ter todos esses itens disponíveis o tempo todo, e não adianta uma bolsa de mão completa trancada no compartimento de bagagens de mão, quando você está na janela e meio. Levantar o vôo todo, atrapalhando o passageiro do corredor para pegar itens na bolsa de mão não vai funcionar. E não adianta muito pedir corretor, porque em tempos de Internet, todo mundo faz check-in on-line, marca lugar, escolhe corredor e você, com crianças, não pode fazer check-in antecipado. Vai sobrar janela e meio, garanto.

 

2)      Peça para alguém da família te levar para o aeroporto e te ajudar no check-in com as malas porque despachar malas e procurar documentos com duas crianças pequenas cheias de energia querendo correr pelo aeroporto não será tarefa muito fácil. E esqueça os assentos preferenciais da frente: como agora eles são vendidos pouco mais caro pelas companhias aéreas, como “Econômica Plus” ou algo equivalente, você, com seu bebê, vai ficar numa poltrona normal, no fundo.

 

3)      Peça para alguém próximo te buscar no aeroporto e ficar te esperando logo no portão de desembarque. Assim você chega, despacha logo as crianças para o pai ou familiar e vai para a esteira com mais tranquilidade esperar pelas malas. Aliás, procure levar o mínimo de bagagem que puder, sempre.

 

4)      Por fim, peça a colaboração do mais velho (ou para o mais comportado) para ajudar a cuidar do mais novo. Explique que é necessário se comportarem, já que o menor dará muito trabalho. Eles compreendem bem, e se sentem importantes. Se o menor chorar, peça para o mais velho ficar sentadinho na poltrona, “guardando o lugar” para andar com o menor um pouco pelo corredor. E procure ter poltronas para cada uma das crianças, porque ficar com um bebê de quase 2 anos, cheio de energia, com 13kg ou mais no colo, na econômica é bem complicado, ainda que seja sem custo.

São essas as dicas que me ajudaram a tornar essa viagem (um pouco) menos caótica. Boa sorte para quem ainda vai se aventurar nessa loucura. E quem já se aventurou, por favor, deixe suas dicas na caixa de comentários.

 

 

Viajando com crianças: meu ponto de vista


 

Faz tempo que estou pensando em escrever esse post. Ele vai ser polêmico e vai, de certa forma,  na contra-mão de tudo que tenho lido na internet sobre viajar com filhos, principalmente com bebês.

Fiz minha primeira viagem com a Sofia quando ela tinha apenas 1 ano. Fomos a um resort na Bahia,  o  ótimo Arraial d`Ajuda Eco Resort . Foi legal,  mas era um resort, ou seja, tinha uma ótima estrutura para crianças. Mesmo assim, dormi cedo todos os dias, ás vezes não consegui jantar e tive que sair da piscina inúmeras vezes para fazer a pequena tirar seu cochilo.  Não, não me irritei, a viagem foi para ela e com ela, mas não sei ser mãe de forma diferente. Não consigo ver meus filhos desconfortáveis, sem horários para comer ou passando muito calor ou frio. Criança pequena tem que ser cuidada como criança pequena:  os horário devem ser respeitados, a alimentação, adequada, devem haver sonecas quando quiserem e não devem passar por muitos desconfortos. Porque, em verdade, criança se diverte mais no parquinho do lado de casa do que num cruzeiro pelo Nilo ou numa trilha inca.

Resolvi, em julho de 2010, fazer uma viagem para mim, não focada na pequena e levá-la junto. Foi uma péssima ideia. Fui numa viagem familiar com meus pais  e irmãos para a Roma e Costa Amalfitana, grávida de 6 meses, sem o marido, no verão italiano (40º C diários). Tudo bem que o destino não era dos mais “fáceis”, mas minha família já havia programado esta viagem antes mesmo da confirmação da minha gravidez. Decidi encarar, depois de ler vários relatos de mães que levam filhos pequenos a todos os cantos do mundo. E olha, não foi legal. Calor, caminhadas difíceis pelas encostas de Positano e Amalfi, a pequena muito incomodada,  sem controle esfincteriano adequado (tinha 2,5 anos na época), os vôos longos, e outros perrengues sem fim. Na verdade, acho quem nem a beleza do cenário fui suficiente para trazer um saldo positivo a essa viagem.

Mas foi uma viagem importante para reflexão. O meu maior prazer nessa vida é viajar. Há em mim uma inquietude que me consome se eu fico muito tempo no mesmo lugar. Fui assim desde pequena. E viajei muito com meus pais, porém quando eu já tinha idade  suficiente para viajar. É muito grande o desejo de mostrar o mundo às minhas duas filhas (agora são duas), mas no seu devido tempo. E terei tempo pra isso. Acho que essa gana de viajar a todo custo não me acomete mais. Já viajo a tempo suficiente para saber que sempre haverá novas viagens e o mundo não acabará em 2012. E se por venturas acabar, já viajei bastante.

Dessa forma,  enquanto as meninas são pequenas, me decidi a fazer dois tipos de viagens:  viagens para elas, desenhadas para elas e viagens para nós  ou apenas para mim.

As viagens “das crianças” terão vôos mais curtos, paradas estratégicas, sem conexões, mais dias em hotéis em que elas possam comer e dormir quando quiserem e possam brincar sem se exaurirem. Enfim, que possam se divertir com os pais, sem passar por desconfortos.

Por exemplo, fomos para Club Med Itaparica em janeiro com as duas e foi excelente, apesar de eu, particularmente, não curtir resorts. Prometo posts específicos sobre essa viagem, com detalhes. E estamos programando uma viagem para a Disney, ainda esse ano.

Tem também a viagem para mim, que gosto de fazer solo, mesmo sem o marido, para ter o meu olhar sobre o destino. E aqui incluo destinos pelos os quais o marido não se interessa  e viagens nas quais ele não pode ir por causa do trabalho. E a viagem para nós,  romântica. Deixamos as duas pequenas aqui sem traumas ou crises de consciência. São viagens para adultos, para hotéis mais descolados sem atrações para crianças, com jantares e almoços em restaurantes, nos quais normalmente não levamos crianças e são viagens curtas, porque, no final, a saudade sempre aperta, claro. Mas eu acredito que um casamento saudável seja baseado em cumplicidade e companheirismo. Quer melhor forma de exercitar essas duas coisas do que numa viagem?

E ambas as pequenas ficam com a avó, numa boa, felizes e com saudades, tendo toda a rotina respeitada e os desejos atendidos (avós são sempre avós). Quer coisa melhor para uma avó do que ficar uma semana com as netas, mimando-as? E vice-versa.

Vai haver um momento em que poderemos viajar todos juntos sempre, quando forem maiores e puderem encarar todos os destinos, inclusive os mais difíceis. Mas apenas se quiserem. Eu não posso obrigar ninguém a gostar tanto de viajar como eu. Nem mesmo minhas filhas. Posso ensinar, posso até mesmo influenciar. Mas obrigar…

Queria deixar claro que esse é o meu jeito de achar um equilíbrio entre viagens com as minhas filhas e as minhas viagens. Não é a fórmula do sucesso para ninguém e certamente haverá muitos pais que discordarão dessa forma de viajar. Mas discordar é viver. Que tal terminarmos essa discussão na caixa de comentários?

Viajando com crianças – Hotel Fazenda Amoreiras


Este final de semana, começamos uma nova etapa na nossa vida  de viajantes:  a de viajar com crianças, ou melhor, de viajar com bebês. A minha filhinha tem sete meses e até agora, eu achava que viajar com ela seria mais cansaço do que diversão, mas acho que a partir de agora, que vejo que o meu bebê ampliou os seus interesses e demonstra muita atenção às novidades,  ela começa a curtir coisas novas. Mesmo que não entenda ou não se lembre no futuro, respirar novos ares, começa a ser uma experiência  positiva para ela. Eu sempre dizia que assim que a pequena abrisse os olhinhos eu iria tirar o passaporte dela, para viajarmos juntas, mas, não é bem assim.

Para um bebê o importante é ter rotina e a novidade é um passeio no parque, não uma dúzia de horas num bercinho de avião num voo noturno, encarar o fuso-horário e  ficar o dia todo “batendo pernas” no carrinho enquanto a mamãe passeia, visita museus e toma seus cafés. Não rolou, não tive coragem e pela primeira vez na vida pus as necessidades de alguém (muito) acima das minhas.

Mas, achei que chegou a hora dela ser introduzida no maravilhoso mundo dos viajantes e eis que começamos bem de leve: um hotel-fazenda!

Resolvemos passar um final de semana no delicioso Hotel-fazenda das Amoreiras em Extrema, Minas Gerais. O hotel é rústico, delicioso e extremamente adequado para viajantes com bebês e crianças pequenas.  Tem uma mini-fazendinha, com boi, vaca, e etc, que pudemos apresentar à pequena, piscina aquecida e um lindo gramado para corrermos com eles, além de pedalinho e uma deliciosa trilha plana de 15 minutos de caminhada (tranquilamente realizada com um carrinho), que leva a uma pequena cachoeira. Uma delícia! E para completar, fica num vale, cercado pelas montanhas da Serra da Mantiqueira, com um visual muito parecido com Monte Verde.

E o que não podia ser melhor: a comida é caseira, simples, mas gostosa! O café da manhã tem vários pães caseiros e pães de queijo mineiros, os bolos são deliciosos, as sobremesas são variadas e tem inúmeros doces também caseiros, com doce de leite e doce de amora, enfim, uma perdição por ser pensão completa. Dá para engordar alguns quilinhos.

Resumindo: não é exatamente o tipo de viagem com a qual eu sonho, mas foi uma experiência super prazerosa, além de ter feito muito bem para minha pequena. Recomendo.