Após o Desfiladeiro dos Despenãperros , chegamos a Andalucia, a Espanha que o mundo conhece. Da pra perceber que os campos se torna mais verdes, com mais plantações de oliveiras nas encostas e a região é um pouco mais montanhosa.
Chegamos a Sevilla a noite, por volta das 9:00h, estava escurecendo. O hostal eram tão bem localizado, que era inascessível de carro (na rua atrás da Catedral), e demoramos um pouco pra encontrar um “aparcamiento”. Estou escrevendo esses detalhes logísticos que eu gostaria de ter lido em algum lugar, para mostrar como não tudo um mar de rosas quando você tem um carro em qualquer cidade da Europa, e nem precisa ser uma cidade grande. É difícil nos localizarmos, mesmo com mapas, a imensa maioria das vezes os hotéis e hostais não tem estacionamento e o estacionamento público mais próximo fica longe do hotel…. Enfim, estamos de férias, e não temos pressa, portando, o negócio é relaxar e levar pro hotel se possível apenas o necessário para aqueles dias que ficará na cidade (vale levar uma pequena valise vazia pra usar nessas horas) e deixar o resto no carro, dentro do estacionamento.
Ficamos hospedados no hostal Goya, na Carrer de Mateu Gago, a ruazinha que dá na Catedral, lotada de barzinhos e lojas de souvenirs bacaninhas, mas o staff do hotel deixa a desejar e os quartos são muito pequenos, então eu recomendo com ressalvas.
Bom, mas, voltando a Sevilla: a cidade é linda! Vai ficar por muito tempo nas minhas melhores lembranças. É uma cidade viva, ensolarada, brilhante e doce, repleta de palmeiras que me derma uma sensação boa de reconhecimento, como se inconscientemente eu me lembrasse da minha terra.
O poeta João Cabral de Melo Neto foi cônsul em Sevilha na década de 50 e disse que deveríamos “SEVILHIZAR O MUNDO”. Concordo com ele.
CATEDRAL DE SEVILHA
As atrações da cidade começam obviamente com a Catedral de Sevilla e sua famosa torre, La Giralda.
A Catedral foi construída em cima de uma Mesquita depois da Reconquista de Sevilla no século XII (1248), e é aclamada como a terceira maior igreja do mundo, depois da Basílica de São Pedro no Vaticano e Da Catedral de Saint Paul (será que é maior que a Catedral de Chartres?).
O Altar Mor tem a maior peça entalhada em ouro que eu já vi na vida e as capelas laterais são todas enfeitadas com obras de arte. Muitas pinturas de Goya se encontram na Catedral.
Um detalhe curioso é que, no seu interior, há uma imensa escultura que representa os reis da Espanha carregando os restos de Cristóvão Colombo, e onde supostamente estariam os restos mortais do grande navegador, mas parece que testes de DNA recentes mostraram que os restos no interior da tumba seriam de alguém que morreu 15 anos após Colombo, possivelmente seu filho e que o verdadeiro Colombo repousa em alguma lugar da América Central (Martinica, acho eu).
O Pátio dos Naranjos do lado de fora da Catedral é um espaço delicioso pra se descansar após um dia todo “turistando” não nos deixa esquecer que ali já existiu uma Mesquita.
A Torre da Giralda em si é o Ponto Alto da visita e basta subir 34 rampas (na verdade, é tranqüilo) pra se chegar ao seu topo e ter uma linda vista da cidade. A torre era um Minarete Mouro onde havia um cata-vento, substituído pela imagem atual, que supostamente gira.