Jerez de La Frontera

By Paula Bicudo


Chegamos na cidade na hora da Siesta e elas nos pareceu completamente deserta. Todo o comércio fechado, mas felizmente conseguimos um restaurantezinho simpático na Plaza del Anunciacion para comer uma deliciosa paeja (claro, na dúvida, sempre paeja). Depois, fomos andar pela cidade e chegamos ao surpreendentemente charmoso Alcazar de Jerez. É um castelo pequeno, mas que cumpre todos os requisitos básicos de ser uma Castelo espanhol do Sul: já foi uma fortificação árabe, tem uma mesquita e banõs árabes em seu interior, foi modificado arquiteturalmente no século XV após a Reconquista Católica e fica no ponto mais alto da cidade. Abriga em seu interior também um Museu Arqueológico.

Descendo em direção à Catedral, passamos pela entrada de uma das mais famosas Bodegas de Jerez, a Gonçalez-Byass:

Essa é uma empresa familar tradicionalíssima, fundada por Manuel María González Ángel em 1835. Esse jovem de 23 tinha um tio chamado José que produzida artesanalmente um sherry muito gostoso, que o jovem empresário começou a produzir em larga escala e esse vinho doce foi chamado de TIO PEPE, famoso internacionalmente hoje em dia e o carro chefe da Bodega.

Até mesmo na frente da Bodega, há uma estátua do Tio Pepe. Visitamos a Bodega, que é linda, tem tours guiados e é claro, compramos os deliciosos ” jerez” e vinhos brancos. Só como curiosidade, a região de Jerez não produz vinhos tintos de qualidade, apenas brancos e sherrys.

Existem duas outras Bodegas muito tradicionais também que são a Alvaro Domeq e a Sandeman.

Vale visitar os sites para saber mais sobre os vinhos produzidos na região.

Continuando a visita, logo na saída da Gonçalez-Byass, chegamos a Plaza de la Encarnación, onde se encontra uma estátua quase em tamanho real do Papa João Paulo II, muito bonita.

Da pracinha, chegamos a Catedral de Jerez que também preenche todos os requisitos de uma Igreja Espanhola que se preze: estilos gótico, barroco e neoclássico, construída por pelo menos dois séculos a partir de 1695. Bonita, mas não inesquecível, tem seu ponto alto na belíssima Cúpula e na sua situação num ponto alto da cidade.

Jerez ainda é famosa por seu cavalos, e são criados CABALLOS ESPANHÓIS que são uma raça de cavalos tradicional e belíssima. Se pode visitar a Real Escuela Andaluza del Arte Ecuestre que é o maior criados destes cavalos dentro da cidade e se assistir a treinos e exibições públicas.

Fomos embora de Jerez com a sensação de que a cidade tinha ainda amais a oferecer e que vale a pena voltar para conhecer o restante dessa cidade habitada por Andaluzes e muitos ingleses. E saindo da cidade, qual não foi a nossa surpresa aos nos depararmos com avenidas que nos lembram MIAMI BEACH ou a CALIFORNIA, a parte moderna e rica de Jerez. Viva os contrastes!

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